Você està na pàgina do Proad, um programa do Departamento de Psiquiatria da Unifesp.


HOME > NOTíCIAS

Notícias
Últimas Publicações

Maconha pode ajudar no tratamento de dependentes de crack

Cannabis é usada para diminuir o desejo de voltar a consumir crack

Segundo uma pesquisa realizada pelo Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), a maconha pode ajudar no tratamento dos sintomas de abstinência em usuários de crack. Conduzido pelo coordenador do Proad, o psiquiatra Dartiu Xavier, o estudo acompanhou 50 dependentes da droga, que apontaram usar a cannabis para diminuir o desejo de voltar a consumir o crack.

O especialista observou que 68% dos usuários conseguiram abandonar a adição química e, posteriormente, por conta própria, deixaram de utilizar a maconha. De acordo com Xavier, a erva deveria ser considerada como uma parte da estratégia de redução de danos. "A questão não é ser contra ou a favor, mas ampliar o conhecimento sobre as propriedades neuroquímicas das canabinóides e sobre sua ação no cérebro, para desenvolver tratamentos mais eficazes".

No entanto, ressalta o psiquiatra, o potencial da droga para auxiliar durante a abstinência no tratamento do crack não significa que o uso recreativo é seguro. "Na adolescência, os riscos são ainda maiores, já que o córtex pré-frontal, que gerencia os processos cognitivos complexos, está em formação e não sabemos até que ponto seu desenvolvimento pode ser prejudicado pelos psicoativos da erva", explica Dartiu Xavier.
Notícia na íntegra: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/o_mito_da_porta_de_entrada.html

Artigo publicado dia 25/11/2011 na Folha de S. Paulo
Dependência não se resolve por decreto

Na sua maior parte, os usuários de drogas ilícitas estabelecem padrões de consumo que os caracterizam como usuários ocasionais ou recreacionais, a exemplo do que se observa com o álcool e com outras drogas legalizadas. Apenas uma minoria se torna dependente.

Para quem se torna dependente, seja a droga lícita ou ilícita, as consequências são desastrosas e o sofrimento é intenso. Mas a empatia que temos com o sofrimento do dependente e de seus familiares e a nossa preocupação com o fato de existirem pessoas envolvidas com drogas não nos autoriza a considerar todo usuário um dependente.

Isso não se deve exclusivamente ao uso de uma substância; depende de quem é esse usuário, da sua vida emocional e do contexto no qual ele utiliza a substância. O amplo consumo de álcool no Ocidente ilustra bem essa constatação: nem todo consumo é problemático.

Por razões eminentemente ideológicas, vemos modelos repressivos do tipo "diga não às drogas" e "guerra às drogas" ainda serem implantados, apesar de suas evidências de eficácia sinalizarem o contrário. Claramente, a guerra às drogas foi perdida há muito tempo. Apesar dos fracassos sucessivos, os guerreiros envolvidos nessa guerra tentaram inicialmente minar as estratégias de redução de danos, mesmo nas situações em que somente estas funcionavam.

Cegos em sua postura totalitária e onisciente, os defensores das guerras às drogas passam a atacar de forma insana o inimigo errado: punir os dependentes, responsabilizar os usuários pelo tráfico, demonizar as drogas e ridicularizar o consumo de substâncias, exceto aquelas que eles mesmos usam, em geral, álcool, cafeína e medicamentos, tratadas com injustificada benevolência (cafezinho, cervejinha, uisquinho, remedinho...).

A situação atual no panorama das drogas está entre o circo dos horrores e o teatro do absurdo...

A luta antimanicomial trouxe à luz as condições desumanas aplicadas aos doentes mentais. Em vez da hospitalização em unidades de internação em hospital geral, prevalecia um sistema carcerário em que os maus tratos a pacientes eram a regra.
Curiosamente, esse modelo obsoleto tende agora a ser preconizado para dependentes químicos.

Não existe respaldo científico sinalizando que o tratamento para dependentes deva ser feito preferencialmente em regime de internação. Paradoxalmente, internações mal conduzidas ou erroneamente indicadas tendem a gerar consequências negativas.

Quando se trata de internação compulsória, as taxas de recaída chegam a 95%! De um modo geral, os melhores resultados são aqueles obtidos por meio de tratamentos ambulatoriais. Se a internação compulsória não é a melhor maneira de tratar um dependente, o que dizer de sua utilização no caso de usuários, não de dependentes?

No caso das pessoas que usam crack na rua, é muito simplista considerar que aquela situação de miséria e degradação seja mera decorrência do uso de droga. Não seria mais realista consideramos que o uso de drogas é consequência direta da situação adversa a que tais pessoas estão submetidas?

A dependência de drogas não se resolve por decreto. As medidas totalitárias promovem um alívio passageiro, como um "barato" que entorpece a realidade. Porém, passado o seu efeito imediato, etéreo e fugidio, surge a realidade, com sua intensidade avassaladora... Assim, qual seria a lógica para fundamentar a retirada dos usuários das ruas, impondo-lhes internação compulsória?

Não seria, por acaso, o incômodo que essas pessoas causam? Seria porque insistem em não se comportar bem, segundo nossas expectativas? Ou porque nos denunciam, revelando nossas insuficiências, incompetências e incoerências? Medidas "higienistas" dessa natureza não tiveram boa repercussão em passado não tão distante...

DARTIU XAVIER DA SILVEIRA, médico psiquiatra, é professor livre-docente da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e diretor do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da mesma universidade.

Especialista explica "superstição" dos jogadores

"A pessoa que ganha em um determinado local se apega a ele de maneira religiosa, ritualística", diz psicóloga do Proad

Segundo a psicóloga Thaís Maluf, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, o fenômeno que faz com que alguém procure uma determinada lotérica para apostar por achar que a sorte está ali é o mesmo que leva apostadores a buscar talismãs e objetos "da sorte". "É normal em quem gosta de jogar acreditar em alguma superstição, em uma força maior", conta a especialista.

A psicóloga também aponta semelhança entre esse comportamento e o de portadores de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). "A pessoa que ganha o prêmio em determinada máquina ou lotérica se apega a elas de maneira religiosa, ritualística mesmo", afirma Thaís Maluf.

Notícia na íntegra em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,loterica-de-premio-da-virada-atrai-gente-ate-de-outras-cidades-,789127,0.htm

10% da população brasileira têm problemas com álcool

Segundo o psiquiatra Thiago Fidalgo, do Proad, regulamentação do consumo, com fiscalização mais rígida é um dos primeiros passos para diminuir o consumo abusivo

Segundo o psiquiatra Thiago Fidalgo, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes (Proad), do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, 10% da população brasileira é dependente de álcool.

Para o especialista, as medidas de regulamentação do consumo são fundamentais para diminuir o problema. "O primeiro passo é fazer valer nossa legislação, que proíbe, por exemplo, a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos", afirma.

O psiquiatra ressalta ainda a necessidade de uma rede de assistência bem articulada, com a presença de profissionais habilitados e equipes de multiprofissionais, para oferecer tratamento adequado aos dependentes. "São medidas básicas para uma política de saúde eficaz", acrescenta.

Edição e adaptação do link: http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-total/2011/06/24/ALCOOL-E-UMA-DAS-DROGAS-MAIS-PERIGOSAS-DA-ATUALIDADE.htm

 
NOTÍCIAS

Blog do Proad informa
Confira as principais notícias com relação à Dependência Química. Os especialistas do Proad colocam em debate polêmicas da atualidade.

EVENTOS

Reunião Clínica do Proad no anfiteatro Lemos Torres
Evento que será realizado no dia 13/08 contará com a presença da Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), Dra. Paulina Duarte.


LIGA ACADÊMICA DE FARMACODEPENDÊNCIAS DA UNIFESP