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Tratamentos

Nos estudos comunitários no Brasil, a prevalência de transtornos mentais foi estimada entre 26% e 36% (Almeida, 1984; Blay e col, 1988; Ramos e col, 1993; Ramos e col,1998; Bourget, 1999; Coelho e Ramos, 1999; Maia e col, 2004). Essas altas prevalências são preocupantes pelo impacto na qualidade de vida dos idosos.
Na cidade de Catanduva, Herrera e col (1998) conduziram um estudo com 1.656 idosos e observaram prevalências de 7% para todas as formas de demência. Num estudo comunitário (Laks e col, 2005) com indivíduos com mais de 60 anos, a prevalência de comprometimento cognitivo\funcional foi 19%. Houve uma correlação entre comprometimento cognitivo e funcional, independente do grau de instrução.

Num estudo comunitário, no sul do País, com pessoas com mais de 80 anos, a prevalência de depressão maior foi estimada em 7% (Xavier e col, 2001). As pessoas com essa forma de depressão tinham alta comorbidade com transtorno de ansiedade generalizada, pior qualidade de vida e mais consumo de benzodiazepínicos. A prevalência de transtorno de ansiedade generalizada foi estimada em 11% nesta mesma população (Xavier e col, 2001 A).

Em um ambulatório de referência, em Salvador, 95% dos 1120 idosos atendidos apresentavam, pelo menos, uma doença crônica. As principais doenças foram hipertensão arterial (62%), osteoartrose (40%) e incontinência urinária (35%) (Duarte e Rego, 2007). Depressão foi diagnosticada em 23% e associou-se com o sexo feminino, ter mais de três doenças crônicas e menos de 75 anos.

O tratamento dessas condições prevalentes em nosso serviço visa o envolvimento do usuário, promoção de saúde mental e reduzir os estigmas associados ao envelhecimento.

A promoção de saúde mental é feita com o estimulo de atitudes positivas em relação ao idoso, facilitando o envolvimento dos idosos e cuidadores na avaliação e nas intervenções terapêuticas, estimulando a contribuição dos idosos em suas famílias, na comunidade e na sociedade como todo, reduzindo o estigma associado com doenças mentais no idoso, identificando os fatores de risco que influenciam a saúde do idoso e tentando garantir que suporte prático esteja disponível.

As práticas desenvolvidas no serviço apoiam um estilo de vida saudável, dão suporte e orientação aos idosos e seus cuidadores sobre suas patologias, especialmente, as de longa duração e asseguram que idosos com problemas mentais e cuidadores tenham acesso aos benefícios aconselhados. Encorajam a manutenção da rede social para idosos com problemas de saúde mental.

Bibliografia

Almeida Filho N; Santana VS; Pinho AR. Estudo epidemiológico dos transtornos mentais em uma população de idosos, área urbana de Salvador, BA. J BrasPsiquiatr , 1984; 33: 114-20.

Blay SL; Ramos LR; Mary JJ.Validity of a Brazilian version of the older Americans resources and services (OARS) mental - health screening questionnare.J Am Geriatr Soc 1988; 36: 687- 692.

Bourget M. Prevalência de Sintomatologia relacionada à depressão entre idosos de baixa renda, na periferia do Município de São Paulo [tese de mestrado]. São Paulo: Universidade Federal do Estado de São Paulo; 1999.

Coelho Filho JM; Ramos LR. Epidemiologia do envelhecimento no nordeste do Brasil: resultados de inquérito domiciliar. Rev. Saúde Pública,1999; 33 : 445 -453.

Duarte MB; Rego MAV. Comorbidade entre depressão e doenças clínicas em um ambulatório de geriatria. Cad Saúde Pública, 2007; 23(3): 691 - 700.

Herrera Jr E; Caramelli P; Nitrini R . Estudo epidemiológico populacional na cidade de Catanduva, estado de São Paulo, Brasil.. Revista de psiquiatria clínica (São Paulo) 1998;25(2): 70-73.

Laks J; Batista EMR; Guilherme ERL; Contino ALB; Faria MEV; Rodrigues CS; Paula E; Engelhardt E. Prevalence of cognitive and functional impairment in community-dwelling elderly: importance of evaluating activities of daily living. Arq. Neuro-Psiquiatr. 2005; 63 (2): 207-212.

Maia LC; Durante AMG; Ramos LR. Prevalência de transtornos mentais em área urbana no norte de Minas Gerais, Brasil. Rev. SaúdePública 2004; 38 (5): 650 - 656.

Ramos LR; Rosa TEC; Oliveira ZM; Medina MCG; Santos FRG. Perfil do idoso em área metropolitana na região sudeste do Brasil: resultados de inquérito domiciliar. Rev. SaúdePública. 1993; 27(2): 87-94.

Ramos LR; Toniolo JN; Cendoroglo MS; Garcia JT; Najas MS; Lerracini M; e col. Two – year follow-up study of elderly residentes in S. Paulo, Brazil: methodology and preliminary results. Rev. Saúde Pública 1998; 32: 397- 407.

Xavier FMF; Ferraz MPT; Bertollucci P; Poyares D; Moriguchi EH. Episódio depressivo maior, prevalência e impacto sobre a qualidade de vida, sono e cognição em octogenários. RevBr Psiquiatria. 2001; 23(2): 62 - 70.

Xavier FM; Ferraz MPT; Trentia CM; Argimona I; Bertollucci PH; Poyares D; Moriguchia EH. Transtorno de ansiedade generalizada em idosos com oitenta anos ou mais. Rev. Saúde Pública. 2001 (A); 35(3): 294 – 302



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