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Tratamentos

A abordagem terapêutica desse grupo de pacientes tem se mostrado assunto complexo. Deve-se considerar a necessidade de avaliação global (clínica, psiquiátrica e psicossocial) no início do tratamento, que possa orientar os procedimentos.

Os antidepressivos mostram-se úteis para certos casos, como os de alguns pacientes portadores das chamadas “dores somatoformes”. Utilizam-se os diferentes tipos de antidepressivos disponíveis, com preferência pelo que se adapta melhor às características de cada paciente e de seu quadro clínico (presença ou não de ansiedade associada; intensidade de sintomatologia depressiva; doenças orgânicas associadas; efeitos colaterais de cada antidepressivo etc.). Podem-se utilizar ainda os ansiolíticos (diazepam, bromazepam etc.) com o cuidado de se evitar dependência, restringindo seu uso a poucas semanas.

A psicoterapia deve ser indicada sempre que o paciente estiver disponível. Entretanto, diante da complexidade do quadro, não é sempre recomendada quando pautada no modelo clássico psicanalítico de psicoterapia verbal e individual. Para alguns pacientes, os que apresentam maior grau de mentalização (aqueles com maior capacidade de simbolização, maior repertório cognitivo e afetivo), indica-se psicoterapia psicanalítica individual. Levando em conta as particularidades psíquicas mencionadas, o tratamento psicoterápico psicanalítico costuma ocorrer uma vez por semana, com o paciente sentado, frente a frente com o analista, que deve basicamente nomear o estado afetivo do paciente, ajudando-o a transformar a dor, que reconhece apenas na sua expressão física, em afeto. E, na medida do possível, associar esse estado afetivo à história ou à situação de vida experimentada pelo paciente, construir uma narrativa psíquica para seu mal-estar físico, ampliando sua capacidade de pensar, de acessar ideias, uni-las, imaginar e inferir.

Para os casos considerados e avaliados mais graves – com um grau menor de mentalização –, indica-se a psicoterapia psicanalítica de grupo, também com frequência semanal. A partir das mesmas questões técnicas apontadas, recorre-se à técnica grupal, que pode ser verbal ou utilizar um objeto mediador (filmes, fotografias, atividades culinárias etc.).

Estudos na Alemanha Ocidental revelaram que pacientes que se submetiam a psicoterapia e psicanálise reduziam despesas com hospitalizações se comparados com um grupo-controle. Esse estudo concluiu que a psicoterapia diminui em 20% a utilização de recursos médicos, significando uma queda de até 14% nos custos. Rost (1994) demonstrou que consultas psiquiátricas reduzem os gastos dos pacientes com saúde e geram melhora dos sintomas. Além de a intervenção psiquiátrica ser efetiva para esses casos, os médicos que usam exames e procedimentos mais invasivos debilitam os pacientes e os deixam com mais medo de ter algum problema de saúde grave.


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Dia 25 de Fevereiro de 2016, quinta-feira, das 10:30 as 12:30, no anfiteatro Boris Casoy, 1º. Andar do prédio da oftalmologia da Unifesp, na R. Botucatu, 821.