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Sobre o Paes

O Programa de Atendimento e Estudos de Somatização (PAES) é um serviço ligado ao Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), destinado ao atendimento de pacientes que apresentam queixas de sintomas físicos que podem ou não ter algum substrato orgânico.
O programa consiste em diferentes atividades que se dividem em três setores:

Assistência: A prática da assistência realizada na rede pública compõe-se de atendimento psiquiátrico, psicoterapia individual e/ou grupal. Não enfoca apenas a eliminação de sintomas físicos, uma vez que compreende o ser humano em sua totalidade biológica, psíquica e social, visando superar a dicotomia mente-corpo tão arraigada em nossa sociedade.

Pesquisa: o programa realiza pesquisas com o objetivo de manter-se atualizado na área de conhecimento referente às somatizações, assim como de desenvolver técnicas de assistência mais apropriadas para cada paciente.

Ensino: o programa conta com um curso de Psicossomática Psicanalítica que compreende estudo teórico, assistência respaldada por supervisão e participação nas reuniões de equipe do programa.
Para tanto, o PAES conta com uma equipe multidisciplinar composta por psiquiatras, psicólogos, psicanalistas, assistente social, médicos e fisioterapeuta.

O conceito de somatização pode ser formulado descritivamente como “a tendência para experienciar e comunicar distúrbios e sintomas somáticos não explicados pelos achados patológicos, atribuí-los a doenças físicas e procurar ajuda médica para eles”. As somatizações são bem mais freqüentes na comunidade do que os TS propriamente ditos; esses quadros são responsáveis por número desproporcionalmente alto de consultas médicas, gerando excessivos gastos no sistema de saúde. Nos EUA, dos 1.6 trilhões de dólares gastos pelo governo com saúde, 256 bilhões podem ser atribuídos a pacientes somatizadores, o que representa 16% do total de gastos médicos da saúde pública. (BARSKY, 2005).

O quadro clínico pode apresentar-se bastante florido, com múltiplos sintomas físicos que se sucedem e voltam a incomodar ao longo de vários anos, levando a inúmeras investigações laboratoriais (freqüentemente negativas) e intervenções cirúrgicas (amiúde desnecessárias). Em outras situações clínicas, as queixas podem referir-se basicamente à dor, que se manifesta de forma persistente, intensa e angustiante, muitas vezes associada a conflitos emocionais ou problemas psicossociais.

Do ponto de vista psicanalítico, o pensamento destes pacientes, apesar de organizado, caracteriza-se, de modo geral, por falha e redução de representações psíquicas (representação psíquica enquanto ideia carregada de afetos), mundo interno pobre e carente de fantasias e imaginação, incapacidade de simbolização, pensamento concreto e operatório, sem utilização de metáforas. O conteúdo do pensamento apresenta muitas referências ao corpo e à saúde, referências carregadas de ansiedade hipocondríaca (preocupação excessiva com a saúde). O comprometimento do pensamento pode ser grave a ponto de levantar hipóteses de deficiências relativas à memória, inteligência e à cognição. Do ponto de vista afetivo, os pacientes evitam deixar-se afetar pelas experiências de vida, uma vez que não dispõem de palavras para nomear seu estado afetivo (alexitmia). Consequentemente, as experiências de vida afetam apenas seus corpos, mantendo seu psiquismo protegido.

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Dia 25 de Fevereiro de 2016, quinta-feira, das 10:30 as 12:30, no anfiteatro Boris Casoy, 1º. Andar do prédio da oftalmologia da Unifesp, na R. Botucatu, 821.